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Templo de Reflexão

A Viagem da Vida

Certo dia a Vida decidiu ir passear pelo mundo

Templo de Reflexão

Templo de ReflexãoPor: Irineu Castanheira

06/08/2019 05h26Atualizado há 3 meses
Por: Irineu Castanheira
Ilustração/web
Ilustração/web

Certo dia a Vida decidiu ir  passear pelo mundo. Numa determinada aldeia, encontrou um homem muito doente, com o corpo cheio de chagas.

Olá! – disse-Ihe ela.

– Eu sou a vida!

A vida?! – exclamou o homem.

– Que bom! Tu podes curar minha doença?

– Sim, posso curar-te. Mas gostaria que nunca mais te esquecesses deste nosso encontro.

Prometo que hei de recordar-me para sempre – respondeu o homem.

Então a vida tocou-o e ele ficou imediatamente curado. Mais à frente, noutra aldeia, a Vida encontrou-se com um
mendigo.

Sou pobre, pois roubaram todos os meus bens. Não tenho família – lamentou-se ele.

– Eu posso ajudar-te, pois eu sou a Vida. Mas, com uma condição: prometes que nunca mais te esquecerás deste nosso encontro?

É claro que prometo! – disse-lhe o homem. E assim que a Vida o tocou, logo Ihe apareceu na frente um pote cheio de ouro.

Já chegando ao fim da viagem, a Vida cruzou-se com um cego. Sentindo que alguém se aproximava, ele perguntou:

– Quem és tu?

Sou a Vida – respondeu ela graciosamente.

– A Vida? Então podes curar-me!

– Posso. Porém, não quero que te esqueças deste nosso encontro.

Nunca esquecerei – replicou ele. E logo recuperou a vista.

Passaram alguns anos e a Vida resolveu fazer nova viagem pelo mundo para visitar os amigos. Mas quis provar a fidelidade deles. Disfarçou-se de ceguinho e bateu à porta daquele a quem tinha dado a vista.

– Sou cego e estou longe de casa. Dá-me abrigo por uma noite?

– Nem pensar nisso! Tenho mais coisas a fazer.

A Vida ficou muito triste e quando se foi embora, o homem voltou a ficar cego.

Ao chegar na casa do homem que fizera rico, a Vida disfarçou-se de mendigo.

– Se és pobre é porque és preguiçoso!

E expulsou-o dali, pois tinha-se tornado muito avarento. A Vida, cada vez mais triste, continuou o seu caminho.  E o homem voltou a ficar sem nada.

Por último, a Vida foi visitar o doente que tinha curado. Pintou-se e vestiu-se de tal modo que parecia mesmo um
homem muito inchado, coberto de chagas. Assim que o viu, nem precisou que lhe dissesse nada. Chamou-o para sua casa e começou a tratá-lo. A Vida ficou tão feliz que logo tirou o disfarce, abraçou-o e disse-lhe:

– Tu és de fato um homem bom. Sabes ajudar os outros assim como foste ajudado. Como prêmio, ficarei a viver contigo e dar-te-ei muita alegria.

E esse homem foi feliz para sempre

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