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Uberlândia inaugura uma das maiores obras de saneamento do Brasil

Sistema Capim Branco reforça abastecimento de água tratada para a cidade, garantindo segurança hídrica para 3 milhões de habitantes até 2060

31/08/2021 às 17h29 Atualizada em 01/09/2021 às 15h42
Por: Irineu Castanheira Fonte: Secom Uberlândia
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Uberlândia inaugura uma das maiores obras de saneamento do Brasil

Ao completar 133 anos nesta terça-feira (31), Uberlândia chega a um novo marco na história do saneamento básico brasileiro com a inauguração do Complexo Produtor de Água Luiz Humberto Carneiro – Sistema Capim Branco. A obra, uma das maiores do setor no Brasil dentre as financiadas pela Caixa, com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), gerenciados pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) vai garantir abastecimento para 1,5 milhão, nesta primeira etapa com capacidade de ampliação para atender até 3 milhões de habitantes, no momento em que se aponta para a pior crise hídrica em mais de 100 anos no País. A entrega e o início da operação definitiva do sistema ocorreram em solenidade com a presença do prefeito de Uberlândia, Odelmo Leão, do presidente da República, Jair Bolsonaro, do ministro do MDR, Rogério Marinho, do presidente da Caixa Pedro Guimarães e do secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Rogério Grecco.

 Na inauguração, a Estação de Tratamento de Água (ETA) começa a operar com a sua capacidade total de 2 mil litros por segundo, transportando o recurso hídrico até o Centro de Reservação do Bairro Custódio Pereira e, de lá, distribuindo para os bairros da cidade. Nesta primeira fase, a ETA reforça os dois sistemas já existentes (Sucupira e Bom Jardim).

Na inauguração o prefeito Odelmo Leão homenageou o deputado Luiz Humberto Carneiro. “Obrigado Luiz Humberto por ter emprestado seu nome. Vai ficar sempre em nosso coração por tudo que você representou.”

O prefeito também destacou o momento histórico no saneamento de Uberlândia. “Estamos levando água tratada do rio Araguari para Uberlândia. Agora temos um novo e moderno sistema produtor de água reforçando o abastecimento na cidade. Garantimos assim a segurança hídrica para as residências, comércios e indústrias da nossa cidade”, afirmou.

 O diretor geral do Dmae, Adicionaldo dos Reis Cardoso, destacou que a obra é uma das mais modernas do país com tecnologia de ponta, que passou por todos os testes na pré-operação. “Temos um complexo que serve de modelo para o país e que foi realizado graças ao empenho do prefeito Odelmo Leão”, afirmou

A pré-operação do sistema foi iniciada em setembro. Etapa em que foram realizados testes em todas as áreas, como na parte elétrica, mecânica, automação, química e estanqueidade das estruturas civis. Incluindo os sistemas de motobombas da captação de água bruta e da elevatória de água tratada. Nessa fase, foi dado início ao tratamento e produção de água.  

Todo o complexo ocupa uma área de 129.243,95 m² (ETA e Captação) e é composto por uma estação de tratamento, 20 km de adutoras, reservatório com capacidade de 10 milhões de litros, unidade de tratamento de resíduos e casa de química, elevatória de bombas, caixa de transição, painéis elétricos, subestação e canal de captação de água bruta. O sistema foi planejado para ser ampliado gradativamente até uma terceira etapa para triplicar a produção de água (6 mil litros por segundo). O investimento total foi de R$ 332 milhões, dos quais R$ 287,9 milhões financiados pela Caixa e outros R$ 44,7 milhões de contrapartida imediata por parte do Município.

Estrutura de grande porte

A Estação de Tratamento de Água (ETA) conta com equipamentos essenciais ao processo de tratamento de água, como floculadores, decantadores, reservatórios com capacidade total de 10 milhões de litros, casa de química, sala de cloração e uma unidade de tratamento de resíduos (UTR).

Interligado à ETA, há o transporte da água tratada até o reservatório do bairro Custódio Pereira em uma adutora com extensão de 15,5 km e diâmetro de 1,1 m. Já a adutora de água bruta, com 4,5 km de extensão, será responsável pelo transporte de água do canal de captação na represa Capim Branco até a ETA.

Caixa de Transição

A caixa de transição tem capacidade de armazenar 500 mil litros, ocupa uma área de 400m², e tem altura equivalente a um prédio de 10 andares. O equipamento é responsável pela passagem do regime de bombeamento, iniciado na captação para o regime de gravidade com destino ao Centro de Reservação do Custódio Pereira.

Automação

O sistema também vai contar com tecnologia de ponta em automação, desde a captação, passando pela produção e chegando à distribuição. Ao todo serão cinco controladores lógicos que vão conectar todos os equipamentos. Os processos de automação serão interligados ao já existente sistema de telemetria do Dmae, que receberá as informações tanto para o controle local, quanto para a Central de Controle de Processos (CCP).  A tecnologia propicia rapidez e precisão nas operações e reduz a demanda energética.

Subestação

O sistema conta com uma subestação de energia elétrica com os transformadores, postes e cabos elétricos já instalados pelo Dmae na área do canal de captação. O dispositivo conta com uma linha de distribuição de 18,4 km direto da subestação de Miranda em uma rede de 138 kV para atender os conjuntos de motobombas instalados no canal de captação e na ETA.

UTR

Uma Unidade de Tratamento de Resíduos (UTR) também integra o Sistema. Ela realiza o tratamento do resíduo líquido (água + lodo) gerado pela ETA durante a potabilização da água. A UTR é composta por um sistema integrado com dois decantadores secundários, dois adensadores de lodo, um setor de desidratação e um tanque de regularização. Esta inovação demonstra a responsabilidade do Dmae com a sustentabilidade.

Histórico

O Sistema de Captação de Água de Capim Branco começou a ser pensado ainda na década de 90, quando o então prefeito Virgílio Galassi firmou um convênio com a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) para possibilitar a captação de água do Rio Araguari. Naquela época ainda não existia o atual sistema de outorga e foi exatamente esse convênio que assegurou ao município de Uberlândia o direito a usar essa água quase 30 anos depois da assinatura, firmada em 10 de abril de 1991.

O projeto concebido por Galassi previa a captação, inicialmente, na represa de Miranda e alertava para a distância e o desnível entre a usina e o município deixando claro que um estudo de viabilidade técnica apontaria a melhor solução. Após análise, optou-se pela captação na represa de Capim Branco. Como o pedido do ex-prefeito era para o Rio Araguari, a única mudança foi o local de captação, que não afetou a disponibilidade hídrica do curso d’água.

O prefeito Odelmo Leão então deu continuidade ao projeto, adequando às condições atuais e, ao final do seu segundo mandato, em 2012, deixou pronto – com dotação orçamentária – para iniciar a execução. “O prefeito Virgílio foi um homem visionário, que pensava e se preocupava não somente com o presente, mas com o futuro. Graças a essa capacidade de gestão dele é que viabilizamos esse projeto”, destacou o prefeito Odelmo Leão.

Projeto Social

O Sistema Capim Branco conta também com um Projeto de Trabalho Social (PTS), intitulado Água Vida, que beneficia mais de 60 mil pessoas. O programa compreende um conjunto de ações que visam promover a inclusão social e produtiva das famílias, geração de renda e sustentabilidade da comunidade. O trabalho abrange 13 localidades na zona rural e urbana, no entorno da obra do sistema.

O Sistema Capim Branco é composto por:

Calha Parshall: dispositivo inicial do tratamento de água. Área construída de cerca de 450 m² em canal aberto e capacidade de vazão de até 6 mil litros por segundo.

Circuito de Potabilidade: ocupa uma área de 4,2 mil m² e conta com floculadores, decantadores, casa de química e filtros.

Reservatório: Capacidade para 10 milhões de litros na 1ª etapa. São responsáveis pelo armazenamento da água potável produzida na ETA.

Conjunto de 10 motobombas: Estão instaladas. São responsáveis pelo bombeamento da água da represa até a ETA e, depois, da ETA até a caixa de transição. 

Unidade de Tratamento de Resíduos: Vai tratar o lodo da ETA, que sairá pronto para um destino ambientalmente adequado.

Caixa de Transição – A construção da caixa (com 28,25 metros de altura – o equivalente a um prédio de 10 andares). Capacidade de armazenamento 500 mil litros. É responsável pela passagem do regime de bombeamento para o regime de gravidade com destino ao Cento de Reservação Custódio. 

Quatro Tanques Amortecedores Unidirecionais (TAUs) – Instalados ao longo das adutoras de água bruta e tratada, os TAUs são dispositivos de segurança no bombeamento da água interligados às tubulações.

Canal de Captação – Composto por Subestação de Energia e Elevatória de Água Bruta. A elevatória de água bruta será responsável por retirar a água da represa e enviar para a ETA.

Adutoras – São 20 km. E serve para transportar a água da represa até o reservatório do bairro Custódio Pereira. De lá segue para as residências.

 

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