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Contos e reflexões Boa Vontade

Racismo é obscenidade

A luta contra a discriminação racial sempre foi um ponto marcante em nossa palavra, durante as transmissões legionárias da Boa Vontade

09/07/2020 15h38 Atualizada há 4 meses
Por: Redação

Racismo é obscenidade

A luta contra a discriminação racial sempre foi um ponto marcante em nossa palavra, durante as transmissões legionárias da Boa Vontade. Isso suscitou uma série de entrevistas por mim concedidas à imprensa, a exemplo da realizada pelo meu saudoso amigo Paulo Rappoccio Parisi (1921-2016), em 10 de outubro de 1981. Naquela ocasião, ele me arguiu: “O senhor julga que o racismo já foi vencido em nossas fronteiras?”

  Ao que respondi: Absolutamente, não. O racismo continua feroz no Brasil, embora se apresente de modo enrustido por aqui, se comparado ao regime de segregação na África do Sul (estávamos em 1981). Apesar da imensa luta dos abolicionistas, a escravidão, sob diversos aspectos, não cessou. (...)

Racismo é obscenidade (assim como preconceitos sociais, de gênero, religiosos, científicos ou de qualquer outra espécie). Vai solapando não somente os esforços dos negros, mas dos brancos pobres, dos índios, dos imigrantes... Trata-se, também, de uma discriminação social. A ausência do espírito solidário está minando a humanidade. É forçoso erradicar, de vez, o racismo, pois, em seu bojo, surgem os mais tenebrosos tipos de perseguição, que vêm dificultando o estabelecimento da Paz no planeta. Todos juntos, sem desânimo, temos de mudar esse vergonhoso quadro. Somos contra o racismo, porque lutamos, sobretudo, pela dignidade do ser humano.

 Saída ideal para o Brasil

Em O Capital de Deus, um de meus próximos lançamentos, no capítulo “Nações anglo-saxônicas e miscigenação”, relembro que, ao ser entrevistado pelo radialista Paulo Vieira, no programa “Jesiliel e os seus sucessos”, na Rádio Estéreo Sul, de Volta Redonda/RJ, em 5 de abril de 1991, expressei ponto de vista que defendo desde a minha adolescência:

 Uma saída para o Brasil começa pela necessidade de confiar nele próprio. O dia em que deixarmos de nos restringir ao simples status de copiadores e pararmos com essa conversa de que nosso país é assim por ser resultado de uma miscigenação de negros, europeus e índios, nos levantaremos do “berço esplêndido” e não haverá ninguém que nos possa esmorecer o ânimo.

 Brilhante mestiçagem

Dizem por aí: “As nações anglo-saxônicas, as germânicas, as não sei o que são formidáveis! Vejam como são hoje as que outrora colonizaram”.

 Mas acontece que, na época de Roma, os anglo-saxões eram considerados inferiores, os germânicos também. A Gália, hoje França, era um atraso. E, no entanto, aqueles povos cresceram. Tiveram tempo para isso (e souberam aproveitá-lo bem). É preciso derrubar esse absurdo, que até parece uma orquestração, que não se sabe de onde vem; ou se sabe?!... A todo momento você encontra um distraído proferindo essa enormidade, fomentando a derrota brasileira: “Olha, não tem jeito! Somos uma condenada etnia miscigenada de brancos, índios e negros”.

 Não acredito nisso e protesto contra essa burla suicida. Aqueles que achavam que nas regiões subequatoriais não poderia surgir uma civilização respeitável também estão errados, porque nossa pátria, apesar de todos os seus problemas, avança (ainda que muitas vezes não pareça), contrariando essa ideia.

Eis que o Brasil é nação de etnias mescladas, para cuja sobrevivência convém seja plenamente reconhecida e vivida a sua brilhante mestiçagem. Justamente porque nela consiste a sua força.

Para nós, da LBV e da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, só existe uma raça, a Raça Universal dos Filhos de Deus, os Cidadãos do Espírito.

E achamos que a obrigação de gente civilizada é entender-se civilizadamente.

 

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

[email protected] — www.boavontade.com

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