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Feiras livres reúnem histórias de vida e lições que ultrapassam gerações

Em Uberlândia, atividades movimentam mais de 300 mil pessoas semanalmente

Há 20 anos, Igor Alves, morador do bairro Jardim Patrícia, ajuda a família com o serviço na feira livre. Toda terça-feira, se desloca até a zona rural com o pai para buscar produtos a serem comercializados na cidade. Atualmente, além do queijo, que é carro chefe para o sustento de casa, o comerciante tem sua própria banca, onde vende doces caseiros de diversos sabores. Ele é um dos 331 feirantes registrados pela Secretaria Municipal de Agropecuária, Abastecimento e Distritos.

Assim como Igor, muitas pessoas em Uberlândia levam para as feiras livres como uma história de vida. É o caso de Antônio Geuvânio Gondim. Morador do bairro Osvaldo, ele descobriu nas feiras um novo hábito de alimentação, o qual leva há quase 40 anos para dentro de seu lar.

“Acredito que a vida motivou a tornar-me um feirante. Para mim, é um serviço como qualquer outro, mas acabei levando o aprendizado de tudo isso para casa. Há muito tempo, somos todos vegetarianos, eu, minha esposa e minhas duas filhas. Então, aproveitamos para fazer uso dos produtos, como legumes e verduras. Foi uma mudança que criou uma nova rotina de alimentação na família”, conta.

Tradição familiar

Se no comércio a tradição ultrapassa gerações, com os consumidores não é diferente. Moradora do Martins, Ângela Furlan freqüenta a feira livre do bairro há três décadas. Nesta quinta-feira (11), ela levou o neto para conhecer de perto as diferentes opções no local.

“É a minha vida, fomos criados com o hábito de freqüentar a feira livre. Mesmo com supermercados, muitas pessoas preferem esse tipo de comércio, e eu me incluo nisso. Hoje estou com meu neto, e apesar dos tempos diferentes e da mudança das gerações, espero que ele também mantenha essa tradição de procurar um produto mais fresco e saudável”, disse.

Mais de 300 mil pessoas envolvidas

Quem frequenta a feira encontra uma variedade de opções, que vão desde roupas, acessórios e utensílios domésticos até frutas, verduras e legumes. Um diferencial que, para o coordenador do núcleo de fiscalização de feiras livres e mercados da Secretaria de Agropecuária, Aroldo Marçal Ribeiro, torna a movimentação ainda maior nesses locais.

“É uma forma de mostrar um olhar novo àquilo que consumimos. Na realidade, a maioria daquilo que é vendido começa no campo até chegar à mesa das casas. Levando em consideração as famílias e os funcionários, mais de 1.200 pessoas comercializam fixamente seus produtos nas feiras pelo município, das 62 feiras que acontecem de terça-feira a domingo”, explicou.

Ainda conforme Aroldo, a iniciativa atinge ao todo 300 mil pessoas. “Esperamos aumentar ainda mais esse número. Hoje em dia, uma pessoa compra uma roupa, uma dúzia de ovos e ainda sai do local com um queijo e uma diversidade de vegetais”, destacou.

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